Os Hemocentros Unidos participaram, na última quinta-feira (27), de uma visita técnica à Hemobrás, em Goiana (PE), com o objetivo de reforçar a parceria e discutir estratégias para ampliar a coleta de plasma excedente no Brasil. O encontro reuniu representantes da hemorrede pública, do Ministério da Saúde e da direção da Hemobrás, consolidando um espaço de diálogo sobre investimentos, infraestrutura e fortalecimento do sistema público de produção de hemoderivados.
A programação incluiu uma visita ao Parque Fabril da Hemobrás, onde os gestores puderam conhecer de perto a estrutura responsável pela produção nacional de medicamentos derivados do sangue, além de participar de uma conferência sobre a gestão do plasma no país. Dados sobre o volume de plasma recolhido em 2024, o baixo índice de descarte de bolsas e a crescente capacidade produtiva da fábrica foram apresentados como reflexo direto do empenho dos hemocentros.
Representando os Hemocentros Unidos, Luciana Carlos, diretora geral do Hemoce, apresentou um posicionamento coletivo da hemorrede brasileira, destacando os principais desafios enfrentados pelos hemocentros e propondo soluções conjuntas para o fortalecimento da cadeia do plasma. “É emocionante ver essa fábrica em pleno funcionamento e saber que o trabalho que realizamos na ponta está contribuindo diretamente para a produção de medicamentos tão essenciais ao SUS. Estamos comprometidos com o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente em hemoderivados”, afirmou.
A relevância do encontro também foi destacada por outras lideranças da hemorrede. Para Patrícia Carsten, diretora-geral do Hemosc, o evento simboliza um momento importante de união e cooperação entre os estados.
“Este encontro foi uma oportunidade valiosa para o fortalecimento da hemorrede pública. Todos nós temos o mesmo propósito, e visitar a fábrica da Hemobrás reforça o orgulho do que o Brasil já é capaz de produzir. Cada hemocentro tem um papel essencial nesse processo rumo à autossuficiência em hemoderivados. Além disso, a troca de experiências entre os estados enriquece nossa atuação e nos motiva ainda mais a seguir contribuindo para um sistema cada vez mais eficiente e integrado.”

A diretora-geral do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, também ressaltou a importância de vivenciar, in loco, o processo produtivo:
“Foi extremamente importante ver de perto o funcionamento da Hemobrás e compreender, de forma concreta, para onde vai o plasma excedente que coletamos. A visita nos mostrou a dimensão do desafio e da responsabilidade que temos na ampliação da produção nacional de hemoderivados. Essa aproximação entre a Hemobrás e a hemorrede é essencial para que possamos avançar juntos e garantir o acesso aos medicamentos para todos os pacientes que dependem desse insumo no Brasil.”
Durante o encontro, o Ministério da Saúde reiterou seu compromisso com a ampliação da coleta de plasma, prevendo um investimento de R$ 100 milhões, via Novo PAC, para modernização da cadeia de frio e aquisição de equipamentos estratégicos. A pauta também incluiu recursos humanos, sistemas informatizados e a valorização dos profissionais que atuam diretamente na captação e processamento do sangue.
Para encerrar a programação, a Hemobrás celebrou um momento importante: o reconhecimento oficial aos hemocentros que passaram a atender aos critérios de qualificação para o fornecimento de plasma para uso industrial. Foram certificados o Hemocentro de Sergipe (HEMOSE), MT Hemocentro, Hemocentro do Maranhão (HEMOMAR), Hemocentro do Rio Grande do Sul (HEMORGS), Hemocentro da Bahia (HEMOBA), Hemocentro do Espírito Santo (HEMOES) e Hemocentro de Alagoas (HEMOAL).