Conhecer a realidade de quem está na linha de frente na mobilização de doadores foi o ponto de partida da pesquisa “O que pensam os Captadores de Doação de Sangue pelo Brasil – Práticas da Hemorrede 2026”. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Pró-Hemo Saúde (IPH) por meio dos Hemocentros Unidos, ouviu representantes de 51 Serviços de Hemoterapia para mapear estratégias adotadas em diferentes contextos e regiões do Brasil.
Dados sobre planejamento, comunicação, tecnologia, fidelização de doadores e gestão ajudaram a traçar um retrato das iniciativas desenvolvidas pela Hemorrede Nacional e dos desafios relacionados ao fortalecimento da doação voluntária de sangue.
Entre os participantes, 98% monitoram indicadores de captação, 92% realizam planejamento estratégico anual e 88% contam com uma política formal voltada à mobilização de doadores. Em contrapartida, apenas 51% das instituições registram predominância de doadores voluntários, um dos principais desafios identificados pela pesquisa.
Em um cenário em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que entre 1% e 3% das pessoas doem sangue regularmente para atender às necessidades de uma nação, compreender os desafios e as estratégias adotadas pela hemorrede é fundamental para consolidar a doação voluntária no Brasil.