O novo episódio da série especial do Conexão HemoSaúde sobre a nova Portaria da Hemoterapia apresenta as principais mudanças relacionadas ao processamento do sangue e os desafios para a adequação dos hemocentros. Fábio Martins, da Fundação Hemocentro de Brasília, e Flávia Givisiez, da Fundação Hemominas, discutem temas como rastreabilidade, controle microbiológico, validação de processos e novas exigências para a produção e o armazenamento de hemocomponentes.
Fábio Martins chama atenção para a adoção do padrão internacional ISBT 128, que padroniza a identificação dos hemocomponentes. “É uma identificação única que cada serviço vai ter, um código inequívoco com informações do hemocentro produtor, fases de triagem laboratorial e clínica e processos realizados para a produção do hemocomponente, em uma codificação universal. A maior vantagem do ISBT 128 é a rastreabilidade.”
A possibilidade de ampliar a validade das plaquetas para até sete dias também é apontada como uma mudança relevante. “A extensão da validade para sete dias nos permite trocar estoques dentro da Hemorrede com mais facilidade, porque temos tempo suficiente para a logística de transporte. Por mais que a gente queira ampliar nossos estoques e fazer essa logística de transporte de uma unidade para outra, ela só pode ser feita com garantia de segurança para quem vai receber a bolsa”, explica Flávia Givisiez.
O episódio também traz discussões sobre controle microbiológico, validação de processos e as diferentes realidades enfrentadas pelos hemocentros para cumprir as novas exigências. A troca de experiências e o apoio técnico da Hemorrede aparecem como caminhos importantes para esse processo de adequação. O conteúdo está disponível no Spotify e no YouTube dos Hemocentros Unidos.