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Ceará realiza primeiro transplante de medula óssea do Norte e Nordeste para doença falciforme

4 de novembro de 2026

O Ceará realizou o primeiro transplante de medula óssea para tratamento da doença falciforme nas regiões Norte e Nordeste, representando um avanço na assistência a pacientes com a doença. O procedimento aconteceu em setembro, no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza, em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). A paciente Jaiane Ribeiro, de 31 anos, recebeu a medula óssea do irmão, com quem apresentou 100% de compatibilidade, e se recupera em casa.

 

Assistência especializada do Hemoce

Diagnosticada com a doença aos quatro anos, Jaiane é paciente do Hemocentro Regional do Crato desde 2017. O acompanhamento na unidade foi fundamental para identificar a possibilidade do transplante e encaminhá-la para avaliação especializada em Fortaleza. Como parte da preparação, Jaiane passou por sessões de eritrocitaférese no Hemoce, procedimento que substitui parte das hemácias por células saudáveis, reduzindo a quantidade de hemoglobina S e o risco de complicações cirúrgicas.

 

Tratamento da doença falciforme

O transplante de medula óssea é uma alternativa de tratamento com potencial de cura para pacientes com formas graves da doença falciforme, especialmente quando apresentam complicações recorrentes e resposta insuficiente aos tratamentos convencionais. A indicação depende de avaliação médica individualizada e da disponibilidade de um doador compatível.

 

A doença falciforme é uma condição genética hereditária que altera o formato dos glóbulos vermelhos e pode provocar anemia, crises de dor e complicações em diferentes órgãos. O procedimento pioneiro no Ceará representa um avanço na assistência hematológica e abre novas possibilidades de tratamento para pacientes que atendam aos critérios médicos para o transplante.

 

Notícia com informações do Hemoce