logo

Hemocentros fortalecem ações durante a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea

19 de dezembro de 2025

Mais de 2.500 pessoas aguardam por um transplante de medula no Brasil, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO). É nesse contexto que a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, celebrada entre 14 e 21 de dezembro, movimenta hemocentros em todas as regiões do país.

 

No Ceará, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) promove atividades em suas unidades e nas redes sociais para incentivar o cadastro de novos doadores e orientar a população sobre o processo de doação. A programação tem como destaque a “Festa da Gratidão”, que será realizada nesta segunda-feira (22), no auditório da instituição, em Fortaleza.

 

O evento marca o primeiro encontro entre um doador voluntário de medula óssea e um paciente cearense que recebeu a doação. A programação também celebra os 25 anos da Portaria nº 1.315, de 30 de novembro de 2000, que estabeleceu as diretrizes para o cadastro de voluntários nos hemocentros brasileiros.

 

Segundo Francisca Rodrigues, gerente de apoio ao transplante do Hemoce, a Festa da Gratidão reconhece doadores e instituições que fortalecem essa rede de apoio. “O encontro entre doador e paciente, cujas histórias foram unidas pela doação de medula óssea, é um dos momentos mais marcantes dessa celebração”, destaca.

 

Já em Pernambuco, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), também destaca a importância da atualização dos dados cadastrais por quem já integra o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A instituição destaca que cada novo cadastro aumenta as possibilidades de encontrar um doador compatível, considerando que a compatibilidade genética é rara e depende diretamente da diversidade dos voluntários.

 

Josiete Tavares, coordenadora do cadastro de doadores de medula óssea no Hemope, enfatiza que a adesão da população é essencial. “Quanto mais pessoas se cadastram, maiores são as possibilidades de oferecer uma nova chance de vida a quem espera por um transplante. Ser doador é um gesto simples que pode transformar destinos inteiros”.

 

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, não apresentar histórico pessoal de doenças oncológicas, portar documento de identidade e informar telefones para contato. No momento do cadastro, é coletada uma amostra de 5 ml de sangue, utilizada para os testes de compatibilidade.

 

Notícia com informações do Hemoce e Hemope