Mais de 2.500 pessoas aguardam por um transplante de medula no Brasil, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO). É nesse contexto que a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, celebrada entre 14 e 21 de dezembro, movimenta hemocentros em todas as regiões do país.
No Ceará, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) promove atividades em suas unidades e nas redes sociais para incentivar o cadastro de novos doadores e orientar a população sobre o processo de doação. A programação tem como destaque a “Festa da Gratidão”, que será realizada nesta segunda-feira (22), no auditório da instituição, em Fortaleza.
O evento marca o primeiro encontro entre um doador voluntário de medula óssea e um paciente cearense que recebeu a doação. A programação também celebra os 25 anos da Portaria nº 1.315, de 30 de novembro de 2000, que estabeleceu as diretrizes para o cadastro de voluntários nos hemocentros brasileiros.
Segundo Francisca Rodrigues, gerente de apoio ao transplante do Hemoce, a Festa da Gratidão reconhece doadores e instituições que fortalecem essa rede de apoio. “O encontro entre doador e paciente, cujas histórias foram unidas pela doação de medula óssea, é um dos momentos mais marcantes dessa celebração”, destaca.
Já em Pernambuco, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), também destaca a importância da atualização dos dados cadastrais por quem já integra o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A instituição destaca que cada novo cadastro aumenta as possibilidades de encontrar um doador compatível, considerando que a compatibilidade genética é rara e depende diretamente da diversidade dos voluntários.
Josiete Tavares, coordenadora do cadastro de doadores de medula óssea no Hemope, enfatiza que a adesão da população é essencial. “Quanto mais pessoas se cadastram, maiores são as possibilidades de oferecer uma nova chance de vida a quem espera por um transplante. Ser doador é um gesto simples que pode transformar destinos inteiros”.
Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, não apresentar histórico pessoal de doenças oncológicas, portar documento de identidade e informar telefones para contato. No momento do cadastro, é coletada uma amostra de 5 ml de sangue, utilizada para os testes de compatibilidade.
Notícia com informações do Hemoce e Hemope